quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Só para quem tiver tempo, vontade e não esqueça a idade da cultura que lhe calça os pés...




as sete mulheres do Minho




Artes a opções – apontar vida às Vocações:


Um torneio de gentes que se encontrem, por uma causa;

Por uma sustentação de algo – de uma devoção por uma cultura em risco de desaparição.

Uma cultura que se mostra na espiga de milho vermelha – ainda plantada em certas alminhas perdidas ao longo das nossas estradas;

Que se espreita nas coroas floridas, entre carvalheiras esquecidas e sementes – de vidas – que são muitas vezes ainda lembradas – ecos das desfolhadas, ecos dos linhos, das vinhas em conjunto colheitadas… colheitas do Ouro Minho lembradas…

Muitas vezes em pequenas celebrações evocadas, em cortejos de etnografias de pequenas Vilas ainda enaltecidas e em bom nome tidas… sejas as festas e romarias – de lugares que passamos e percorremos – todos os dias –e nem as vemos:
Desde as Agonias – tão grandes e altas – que são milhares de mulheres, de cantares, de noivas que pareçam de outros lugares – de negro vestidas para serem de oiro investidas…
Desde as Feiras novas e as Vacas de Cordas que se mostram por entre a ironia dos dias – que já não canta em roda – tantas rodas vivas em festas que nos animam – nas noites – ais quentes entre essas gentes – Humanas e espontâneas sintonias e tradições entre o vento plantadas e festejadas ali onde pareceriam serem tudo – e serem mais que nadas… como essas cordas assim entrançadas em vacas de outros lugares ali evocadas;

Desde as mais antigas – Santos populares assim diziam – o António lá longe o S. João nas argas que se benzia – umas subiam e desciam e tantos outros traziam – como as sementes de vida debaixo do braço – da senhora Do Minho e das Argas espiga de Vida nos nossos dias ainda mantida… ainda que por vezes – meio velada – meio esquecida, meio apagada – ainda que lá no topo – desde sempre – coroada;

Quando rezam S. Pedro já se acaba – e dizem que S. João se acende – é nas Argas – certamente – que o outro já previamente findara… coisas das nossas gentes –que celebram alegremente – saltar a viva chama – passar a chama da vida – essa que mais não se apaga – com gestos de prendas à janela cantadas – esperando em trapos de linho fino – com mãos de oiro bordadas – cartas das namoradas antigas – hoje em dia estampadas – quando antes eram as próprias vidas – ali tidas – como aprenda ou penhor de amor maior entregues e dadas – simplicidades entre as nossas cidades ainda veladas – por senhoras e por senhores que são tudo – e que são ainda vivos par anos evocarem – esse tal registo vivo e do animo – ainda em animo no-lo contarem, cantarem e encantarem…

Quando os cortejos mostram o milho batido, quando se lembra de arregaçar… mais as calças e não tanto as mangas – para fazer vinho pisado ou esmagado – um pouco por todo o lado.

Quando o linho era como ouro entrançado, por fio e por algo – amor ao lado – vendo como o amor ia entretecendo o fino linho depois rebolando – pequenas histórias que os avós – nos vão contando e que – de si por si – valem tanto… tanto…

Como no sul se fala da apanha- da rama mais bela desse linda oliveira que mais nada tema… nem tanto da azeitona – açoitada e a pau ao chão atirada – e sim de quem inveje quem tenha – mais do que parelhas, ou campos, ou montes – essas águas puras dos teus olhos e teu olhar – assim bebido, embebido de amor amigo entrevisto em todas as frontes.

Como alguém que nos diga – mesmo perto – em Viana – que é beijo passado de mão a irmão – entre malga de gente, de povo, de humilde gente que é e sempre foi o coração da Nação…

Como quem dizia que a casa portuguesa era a alegria da grande riqueza – de entre a aparência da pobreza ainda se ter tempo e gente – estranha gente – para se servir – bem servir e ser –à mesa – coma gente – também assim portugueses e portuguesas – contentes…

E entre pequenos gestos se erguiam – grandes castelos – como os braços finos  belos – que rodopiam – em lindos chinelos – de madeiras socas, de madeira as que batiam maçarocas, as que rodopiavam…
as que dançavam e saias e saias assim elevavam… e levavam – as vistas aos céus – além dos teus olhos e dos meus – e nada de si mesmas mostravam – apenas virtude e vida -  na e pela terra levantavam…

essas dos tais ranchos – “folk lore” em palavra estranha – que se vai fazendo dia a dia traduzida – numa mesma cultura assim mantida – “o senhorio do povo, das gente simples” –a fé dos humildes – o chão da terra verde – da terra que é fértil, como fértil e gentil – é agente que a nutre e que terra assim mantém.. em ti e em mim… também…

são terras do alto ou baixo Minho – terras de Galiza – terra de algum que outro lugar onde a carolina se cante e ninguém mais venha a se incomodar…
E se o que Cura não dança – é que mantém a esperança – curando com as mãos – sendo o que tem coroa na cabeça – essa que povo mais não esqueça – como os carvalhos centenários – coroados em abriladas – transformados em maios… assim floridos- assim e vida investidos…
Sejam as farinhas mais antigas e as castanhas de outros dias - como landras as chamamos outros dizem cocas às festas de Monção de ambos os lados – ecos dados – aos outeiros de verde e oiro engalanados – como rios quais serpentes fluentes ou ferventes, assim traduzidos entre as gentes
– corpos vivos alimentando os nus e despidos – de vida que se comparte – aqui além e em toda a aparte – ali onde um esquilo corria e saltava e as bolotas escondia, e novos reis assim plantava… pois eram as douradas sementes assim espargidas sem vento nem mão e sem nada – e as tais bolotas eram brinquedos de gentes ignotas…
Cocas de dragões engalanados – esses que ainda vemos por todos os lados – esses que se vêm em Redondela – entre a dança das espadas, dos círculos e das fitas – da linda donzela – amais bela – que dance na roda – aqui além, na roda inteira – seja desde o sobreiro irmão – que se diz na mesma voz e na mesma oração…

Nobre luz… assim sempre titânica – que se estende numa voz forte esse faça voz atlântica…
Seja um oceano rugindo de amor… seja num povo que traduz seu louvor –numa mesma língua dizendo graças – numa forma de se lembrar de outras vidas entre outras praças…
Barcas que atravessaram oceanos – reis da noite feitos pequenos pedaços – barcas de tempos incendiadas e portos antigos – de uns novos sítios assim ditos “antigos” – uns tombados – outros reerguidos – juntos mais fortes como sempre – amigos…

Festa do vale melhor, festa do mesmo vale – festa de onde o rio une o que mais não separe…

Que as águas da terra fértil verde e corrente – sejam partilhadas por mesma cultura – de diferença aparente…
Uma festa que se celebre – entre gente que canta – com voz aguda e pungente enquanto alguma outra dance… dos bombos, dos gigantes, dos cabeçudos… daqueles nadas que são mais que tudo… e se recorde e desperte e acorde – o que mais une e define e mais não acaba- que esta nossa comum barca começa a vogar – e com um “festeixo” – de Minho – poderia ainda ajudar… a melhorar…
Alguns dizem que se conhecem “tuteando-se” outros que se conhecem em “Suiça” – nem falando…

Uns jogam à “visca” – outra parte a  “brisca” fazem falando – o dominó todos conhecem e todos jogam – tanto.. tanto…

Neste tempo – sem fundamento – no que de novo partimos… além mares seguimos… além Europa saltamos e toda a Europa acolhemos – ano a ano –cada vez mais acolhemos – cada vez mais sabemos – que juntos nos queremos – não o Diga João Verde – em terras de estranhas chuvas e tempestades – quando as terras em frente foram salvas -  quando alguém cante – e Pardo – encante invocando “saudade”…

Assim dividimos – o mesmo “Berço” – o mesmo destino – seja um fado cantado – seja assim por Rosa que no lo lia anunciado – seja amando e lendo assim divulgado – seja com Mar Uxia e Pontes assim recontado…
Porto de gente igual, porto de gente que sabe ir além bem além mal… porto de gente silente – que se mantém rumo em frente – em seu passo original… sendo as gentes que partilham aromas e as sementes… das suas próprias águas de rios correntes – Rodríguez para quem quiser – Rodrigues para quem souber…
Um dia algo nos dizia – que cedera linguagem se deveria – que os reis se perseguia – uma e outra força se erguia e sabendo – dizendo “NON” assim mesmo fazia…

Uma oliveira assim traduziu, uma fogueira de Junho se reuniu, os Mesmos Maios assim cantados – em noites antigas – namores de aguas vivas celebrados – queimadas assim azuis – portos de mares de aguas iguais… seus olhos não enganam ninguém sendo olhos de povos “irmáns”…  alalala das marinhas, rias que se chamem – daqui ate Aveiro – flores de Lis de sacra cerviz;
 – lendo o costume de se ver boa água como se fosse oiro e dinheiro… sendo que milhas d’oiro são cocas a tempo inteiro…
Lis é boa, Aveiro assim a diz, Ourense nem se lembra de ler ao contrário – o que é maior do que o Minho em si Condiz…

Ver as mesas roupas e xailes… estendidos… nem por lágrimas lutos tirados – assim honrados… mesmas costas de pedras em cruz… mesmas vidas de mar e amar e sal… mesmo cântico – amar e mar por igual…


Costas de vidas – de costas a morte – costas com costas dias de vidas floridas – como as avenidas de uma alegre consorte…

Lenços garridos em mão… cantares antigos e danças pela mesma razão – vida que se festeija… vida que se almeija… vida em vida que assim vida que sobeija… colaborar com que se conhece e reconhece – e assim s enriquece…
A vida que ousamos partilhar, os mesmos campos verdes que sabemos trilhar… os mesmos mares que lembramos de navegar… regrando a hora – agora sendo hora de voltar…

Sendo o mundo inteiro – nosso – pequeno recanto derradeiro… estando seu lume preso – seu antigo fogo baço… como se um pequeno lar fosse um paço… e num passo… estando tão perto neste mesmo espaço – optar por novo mar a se trilhar… e atravessar para de novo emigrar…
e ainda há tanto, e somos tantos a recordar e evocar… que ser Português é falar português – dizia certa pessoa olvidada e um António que era de Castelo firme afirmava:
 – que o galego não sendo cantado – vivia no fado  e no pais ao lado – sendo assim ostracizado  e tendo emigrado – deixou nosso comum destino bem selado…
Voltou a alma que nos anima – depois da ”dura estiva” – se aproxima outra primavera vernal… preparar os cestos para a Vindima – é chamar à gente amiga e dizer seu nome por igual…
Começar pelo saber e fazer regional – pelo folclore bem geral… comum a toda agente que sendo humilde- não desmente – ser esta palavra por igual – mostrando terra e sustento – debaixo do pé – de quem estiver atento… e do verdor geral… e do benignos astros – marcados – por meridianos invertidos assim lembrados… sendo os tais amigos… namorados… desde tempos antigos… desde sempre assim honrados…

Cantos de associação.. publicamente sim… e publicamente não… sendo bandeiras tricolores – ali ficaram os melhores…

Sendo os cantares verdes – sendo que a Rosa que lia assim traduzia, sendo Castelao quem o fazia, sendo que as letras da academia – era reais – e assim eram em terra própria: bem estar maior entre o s de menor dimensão – gerais… esses tais 2maiorias” entre tanto oiro de ruas alagadas, entre as lamas e assocas e a ruas pavimentadas – calçadas Portuguesas descalças – entre a fainas dos mares e rios dispersas… sete saias assim levadas –sete saídas assim como entradas… mesmas Vilas acasteladas- mesmos dizeres sem dizeres nadas…
Cantares assim – desafios mil – entre quem se conhece e reconhece de forma simples e viril – que vil gemido leve o teu ser brando e que um sublime canto de eco parecido – seja de novo erguido – por arte de encantamento – sem ser pelo ar – nem pelo vento – seja pelo nosso comum sustento…

Assim, tanto folclore, tanto rancho – nem precisa de chegar a Riancho – que se canta a “Rianxeira” de forma verdadeira é a penha chama portuguesa de qualquer maneira…

Assim, se a tradição for afim se as dificuldades passadas em presentes manifestadas – assim poderia ser que um qualquer folclores chorasse – ou então em feito e obra mostrasse – que mais define e une e não mais separasse…

Veja-se essas espirais iguais, essas rosas bordadas, em lenços de gentes “namoradas”…
Nessas tais socas – mais não encarnadas… nessas Rosas assim lembradas… essas que se cantam e encantam – pela madrugada… essas que se lembram em verso e em prosa – seja feiticeira que se diga- Represas quem a cante… seja uma legião inteira que repita – que se perdeu algo algures a Norte em qualquer parte… e se ouça o grito de um fole – que lamente a esperança – que mantenha o fogo das gentes e a sua mesma e semelhante herança…

Essa que se desconhece – na noite que arrefece – e que ainda assim se faz castanha – seja assim como os castanheiros, os carvalhos os outeiros – que são dos maiores os mais velhos e nos lembram calendas lendárias – nos lembram o que a voz do povo consente e que lei de algo novo apaga…

Pagando assim pouco a pouco… fazendo festival e eixo – do são e do louco – algo de novo se compraz… que se encontrem os ranchos e os folclores para ver se  a carolina sobe – desde o Minho  a Trás os Montes… Minho á frente ou Minho atrás… e se a saia em si leva – o que o destino em si reserva – para quem a souber de novo lembrar, dançar ou cantar… seja que o alecrim aqui chora e que o Romeiro ali faz chorar… sejam cardos… sejam Prosas… meu senhor de senhora – sejam estas as nossas mesmas Rosas…
Essas que se hão de cantar – seja sol – e dia – seja noite ou luar, noite ou luar, noite a celebrar…

Seja a mesma brisa que vem do escuro, seja a mesma Flor do cristal mais puro, seja esse vento forte… de imagem viva de algo de esperança pela maresia trazida – assim também partilhada – assim também celebrada – mesma história assim reforjada – entre os que ainda criam que a gente se ria e os lírios no leito esperavam…

Um Festeixo de gente com algo de amor e deseijo… um festiminho pequeninho… um algo de carinho ou agarimo – algo de mimo  e primor por um futuro melhor…

Um encontro no que os das “artes” – essas que representam tantas partes – milhões e federações – sejam da Galiza campeões – sejam de Portugal e da Maia o seu Melhor – sejam outros que nem face, nem medalha, nem bandeira nem estandarte – estando lá presentes apresentem sua arte… e no silencio – como um tal ser, de barba por fazer, de barba “mal coidada” – se esvaiam – depois de ter dado de si o tudo e o nada e nada se leve em a não ser o que de vivo querer lhe saia…

Assim a ideia possa ser – rever oque temos em comum e em comum começar a bem fazer…

Rever essa forte tradição – além das pedras escritas, além das histórias ditas – uma mesma nação separada – ainda que seguindo unida e no tempo e vida assim disfarçada..

Mostrando sua voz mais garrida, sua vestimenta de dias e época antiga, suas tradições de milhos e maios, dos lugares santos mais centenários – antes dos mendizabais e antes dos que liberalizavam – quando as “Marias” eram MARUXAS e as da Fonte não era bruxas e mais forte encantavam
– seja agua pura que na cabeça levavam – a mesma que nossos cântaros de barro assim fabricaram…
- Mesmo pão  e fermento, mesma farinha e alimento…

Mesma terra e estar atentos – a que não venha o Lobo em pleno inverno – de gente e da gando famento… sendo filhos do Barlovento – estar em Maruxia é trabalho de faina em época fria… em época estival… em época de forma e maneira sazonal…
Assim – convidar – os que reluzem – a se tapar – por honra e brio ao bem estar nacional… e assim fazer – devagar – em forma de círculos e de cabriolas assim demonstrar:

Uma lâmpada escura – uma veste escura também – como o “loito” que se avizinha se vizinhos não formos a bem…

E pegar em ferramentas de outrora – uns com algo assim a uma grafonola – dar som á ocasião e fazer do espectáculo para uns poucos espectáculo por milhão…
Os outros com uma pequena gaita e um acordeão – piano de povo que é grande assim em toda a parte – se cante e se encante um sentir e ser de nação… enraizar saber e viver e tradição nas festas novas – entre as novas festas que nos estão a propor…

E assim – entre campos – gerar – um campeonato cíclico – ao vivo –entre tanta e tanta gente que é nisto “perito” com arte de devoção original – a fazer “side show” por igual – de cara tapada, de veste negra e algo iluminada por luz negra a revelar – caracter sem ser de espada, o fogo da roda que não se paga, a mão vazia cheia de tudo… o que combate e o do judo… todos assim por igual – musica e silencio na luz… e o que reluz em alvor e valor – seja o algo maior que terra ganhe por todos e por igual… no final ficam com os louros o do regional e os outros que tudo temos partimos em levar a mal…
Contribuir por algo melhor – na abertura – abrir olhos do espectador – com algo original e espectacular – depois deixar a gente nova e velha – criança por igual – festejar e se entrelaçar  no canto da terra e da faina e da estiva por igual…

No meio do turno – dar algo mais do que o de diurno – ser de novo aluno – aluna- desse algo ancestral –q eu ensina  motiva a se entregar por uma causa maior e um melhor valor de todos e por igual… sem medalhas nem “podiums”… nem renome a s elevar – simplesmente estar – dar de si o melhor e depois partindo fazendo a diferença – que de novo o “ringue” da vida aqueça…
para que a vida e a gente devida assim não se esqueça nem se empobreça - que a riqueza das nossas vidas está na grande pobreza de abrir a porta sem medo… e sentar na mesa quem é amigo… sentido… quem era irmão prometido… quem seja… de volta bem recebido…

voltar aos que cantam, voltar aos que nos encantam, com a tradição que aqui se pretende evocar e com causa de comum associação – de serviço a um bem maior – do que simplesmente estar por estar…
São mil anos uma história… de viver a partilhar… voltarei amor – na força desta maré…  que ainda nos pretende separar… assim sendo legião… de coragem de leão.. seremos uma forte e humilde nação… algo simples que se exprime – no cantar de quem sabe, no saber que mais não cabe em qualquer currículo a se mostrar – e que exprime e traduz – na verdadeira cor da selecção que reluz – nas cores vivas de qualquer lugar – que tenha assim espaço e tempo e qualidade para seguir a existir e assim nos ensinar… mais do que “molidos” consensos – estejamos atentas, atentos.. e firmes assentos a nobres pobres ensinem….
As gentes magicas rimem – que de certo irão recordar… a voz irmã que – por dentro – em coração liberto – assim nessa gal@ nos está a falar…
No final – regressar outra vez.. e outra vez voltar… a esse ringue que não se mostra e sem se mostrar – voar…
Seja na forma e na arte.. seja no que por dentro se comparte… esse algo que nos motiva a avançar – a ir e treinar… e depois regressar – qual soldado desconhecido – qual peregrino sem abrigo – para ao caminho devido assim voltar – nesse dia a dia que se estende – noite  dia a te encantar… Rosa em peito escrita.. em mesma linguagem dita – Rosas diferentes do mesmo quintal… uma canta de forma a que o sol se erga… outra diz que o Sol se vai levantar… uma diz que a coisa está perdida – a outra diz que ainda vai melhorar…

Rosa ou folha ao vento – alento e desalento… mesma terra a se reforçar ou – nos trunfos ainda por mostrar – assim de forma simples a se manifestar… e entre os tais – os humildes –os da ”terra” a crescer e vingar – nem com vinganças frias, nem com lutas vazias – com criatividades de gentes vivas, assim em suas vidas a poderem gerar – esperanças luzidias – em pequenos encontros  a se reencontrar…

Poderia ser uma Cidade – que tem nome de Val, poderia ser Tudo ou nada assim a se iniciar… poderia ser Cervaria – uma outra imagem de rei – algo que antes se descrevia – quando terra era preenchida – pelo oiro e pelo verde assim vestida – em flor se traduzia – e em alimento e fermento a vida se comprazia…

Poderia ser entre a terras das grandes aguas de céu caídas e dos filhos do vento assim de novo trazidas  como as trazidas águas da tradição… ou em terras salvas… em terras alvas.. assim partilhadas – em trimestres de vidas marcadas… entre quem ainda lembre… que Goi – implica Vigor… e que Govios eram terras de nomes de louvor… e assim seriam seis terrenos empatados… por eventos irmanados.. cantando em diferentes fados.. as mesmas tradições por seres vivos e irmanados…

O resto é o de todos os dias – associações publicas mais não vazias – Federações que dêem algo aos milhões.. desde os quase 3 de um lado aos quase dez de outro -  e aos tantos às tantas -  tantos por todo o mundo um pouco – que também sabem ouvem e cabem – no coração de quem lembre – quanto custa deixar a atrás o que por dentro se sente…
merecem as tais medalhas “d’oiro” – dos rios correndo – qual regatos pequenos, qual fontes vivas das que – nós aqui -  ainda todos bebemos… e cuja riqueza e vida e cultura a amar e saber amar – ainda mal conhecemos…

Pequenas propostas para quem todos sabemos – federações de Nações – a todos nós que a essa pertencemos – assim servem e assim todos bem sabemos;
Assim os estados – todos nós saberemos bem recebê-los, saberemos bem ama-los- saberemos bem ensina-los e saberemos bem comportar-nos com aquilo que todos tanto requeremos…
Assim pequenos momentos, encontros grandes entre os antigos outeiros, encontros pequenos em muralhas de saias… de saiotes que amemos… entre as cortinas estendidas das janelas de novo vivas com as luzes dos lares pelos que tanto.. tanto tememos…

Teme é reconhecer – é conhecer – o mundo inteiro que levamos dentro reflectido em vida e nesse breve momento… depois a prática e a devoção e a vida do dia a dia e a dedicação… ao que se ama, a quem se deve amar… à terra inteira em volta – tão verde e bem-fazeja – que de nos se encarrega de bem cuidar…

Faltam os Homens na Galiza – gritava em voz de Camões que lia Rosalia – e afazia voz de todos nós…
Faziam trovas de vento que passa e Portugal  Europas contidas dizia – que as chamas ainda erguidas, vidas acendidas – dizia assim “sim” – à vida, às raízes contidas, a tantas letras de fados assim escritas, por vozes de mar lidas e de novo reescritas – vozes do Sr. Portugal – que dizia ao barro terroso – ao ser que se mostrava amoroso – “a tua vida não!”….
Se por ti mesmo livre, dessa indigna “servidume”, desse algo de peso que se chama “alcume” da dependência de outra constituição
 – que não a que traduza a eloquência, a profunda beleza e decência do teu ser nobre, de se parecer ser pobre sendo ainda nação… de se sentir a voz do vento marinheiro, a voz do outeiro e do rio correndo, a voz do carvalho e do sobreiro, e da azinheira e da pequena, pequena que quieira – ainda aprender a cantar – que ainda haja quem ensine essa música que antes se fazia soar…

Brade a Europa à Terra inteira que esta alma verdadeira ainda de si não se deu… que o que se encontra oculto, que o que em nós é de vulto – nem se mostra nem se rendeu... vive nas raízes entrançadas, vive debaixo das estradas calçadas com a pedra que nos fez… vive além das linhas marcadas, das quotas traçadas para aquilo que ninguém concedeu…

Viva na vida que disse sim a si mesma, que disse sim à cultura de cada local, de cada lugar e região… vive nas gentes que lembram essa tal triste doce canção…

Chamada de fado – de destino selado – ainda mal revelado – por ainda não ter sido mostrado – o final de um som entrelaçado… ecoado por todo o lado – neste mundo estranho que ajudamos a fazer nascer… em semente ainda criado… em gérmen ainda guardado.. esperando a sua verdadeira fruição… esperando a sua verdade reunião…



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Arte por devoção


o caminho segue
por lugares e veredas
por gentes verdadeiras
por terras inteiras
pelo mar de amar
que nos perfaz

pelas vidas plenas
e cheias
que assim
em vida

reflectida

nos dão a própria vida
a que por dentro nos faz



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Arte por origem e devoção - sentido de vocação à integração...

Porque existe a arte?


poderão não dar azo 
a que as licenças estejam validadas

ou a que os lugares vedem
 as portas que sempre abertas
apareçam fechadas

Poderão ter "poder" para gerir 
o que se pode "ver"

na para interferir na decisão 
e na opção por devoção
que dia a dia
por dentro
está a se suceder

...NÃO...

Lembrar a quem ama o que pratica
e quem crê no que - vai mais além:

que algo guia e segue a ensinar

que algo se partilha com quem precisa
e ajuda mesmo quando não está lá ninguém para ensinar

que algo está por dentro a se mostrar
mesmo quando não há a companhia

- de irmão ou irmã - 
para assim
sim
 poder 
ajudar 
a 
lembrar...

essa vocação 
que não tem princípio 
nem final

existe onde esteja 
quem a porta
porta sempre aberta
além das leis sem justa causa
que a pretendam "ajudar a fechar"

está
ali 
em quem
e
onde 
se pode aplicar

mais além de onde
se agregue
e se reserve
para algum qualquer dia
que se possa

assim
talvez

quem sabe

...precisar...

Além da incipiente vontade
que marca a pauta 
entre a pequenez 
e a "maioridade"

seja no próprio
ou em quem assim puder receber
a dádiva e o dom
que assim não se podem conter

esse algo que nos é dado
sendo cada qual - praticante - convidad@

Algo...
que nos foi dado a guardar, 
a manter 
e a 
partilhar

 e a suster 
tal qual 
- em origem - 

original

sem transformar nomes
 em letras pequenas 
e gentes 
em letras iguais

a ajudar 
a fazer crescer 
as gentes 
e as maiúsculas 
em leras grandes
 e capitais

ARTE MARCIAL POR ORIGEM
ARTE MARCIAL ORIGINAL
ARTE MARCIAL POR DEVOÇÃO
ARTE MARCIAL POR OPÇÃO

ARTE MARCIAL 
QUE JORRA
E FLUI
E SE MANIFESTA

DESDE ESSE CENTRO
QUE DIA A DIA
PASSO A PASSO
SE TRANSFORMA
E SE VÊ
CADA DIA
MAIS PERTO
PARA QUEM ASSIM O CRÊ...

... E PRATICA...





"Hua to",  a dança dos cinco animais…
"Bodhidharma"… uma personagem mitológica…

Sendo a “Dharma” uma via e “Body” uma forma de árvore… onde se iluminam seres… como “Buda” implica “iluminado” e ficando debaixo dessa “árvore de abundância” – da arte que falamos – assim somos nós nominados…

Hua To – curava, cuidava, ajudava – com dança… com movimento, expressividade, vida 

– com base em “cinco animais”… que nada tema ver entre si.. um alce … um urso… alguém conhece esse estilo nos dias de hoje?... 

conjugar os elementos - do Ser Humano.. e ajudar a que a Harmonia que todos trazemos dentro, se faça “verdade”… em verdade… caminho e via… 

...de crescimento, de entreajuda, de sustento… de aprofundamento na Humana experiência e no seu Fundamento – Vida e Vitalidade…



"Bodhidharma" uniu, o que estava separado – como “símbolo” assim juntou e assim ajudou:

 – a respirar... a gentes de outro lugar – não importava a nomenclatura – importava era ajudar…

Sejam uns “Hindu”… e tudo o que daqui se possa inferir.. sejam outros “Budhi” e tudo aquilo que dali acabou por sair…

Gentes de altas alturas, que respiravam a duras penas, que aprenderam técnicas antigas dos amigos que passam… as tais…

e assim – reunindo técnicas – se lançaram, 

missão entre os “comuns” desenvolveram…

… e assim ficaram – mais não nos seus nichos de escola 

– lançaram-se entre as gentes e entre as gentes plantaram semente… semente duradoura… por ser DE VIDA!...



Dos lugares de China chegam aos nossos dias colares de contas, "mantras" e exercícios ditos espirituais… 

...são formas de estar em sintonia, em Harmonia… 

como pequenas taças que servem para vibrar melodias – de formas simples – trazidas todos os dias – como pequenas "malgas de sopa" assim tidas… 

assim como almofarizes “disfarçadas”… "amalgamas" de metal nobre feitas por quem sabia – e .. curava…

Perde-se por vezes o sentido ao se ver divagar – como salta para Okinawa – e no japão – Zen – se faz de novo brotar…

Entre senhores feudais a conhecemos – e antes não lembramos.. quantos e quantas assim nomeamos…

Sejam as fileiras dos místicos –que nada revelavam..."ninjas" estranhos que parecem como assassinos assalariados...

 – como os “achachim” que eram conhecidos pelo Haxixe – NÃO TANTO por serem "sicários"...

– que entre “mudras” (mão e cérebro ligados – mãos em forma de oração – palma com palma ligadas… dois hemisférios em sintonia "silente" – de forma velada e ao mesmo tempo revelada) 

e entre outros sistemas: vários… curavam… e cuidavam…

Tão simples como bolas de pedras, de quartzo e suas variantes – sejam estes "rosadas" ou de cores "esverdadeadas" para os de outros lados- "Baoding" de nome assim... simples tesouros... de tão evidentes "guardados"...

 – que nos ajudam… tanto tanto...

... que estimulam esse "tal", que está na caixinha em crâneo "fechado", que desenvolvem "ambidestrismo", estando plenamente sentado, sensibilidade para o toque sem se ter um instrumento musical tocado... 

e que promovem um efeito – "piezoeléctrico" – por ser assim aquecidas e apertadas… esferas... coisas simples – grandes “tesouros” – “Bao” – bem perto do nariz.. tão longe como a gente o "diz"…

Arte por devoção e origem e atenção… ao Humano e ao seu desenvolvimento, suave ou lento, 

dependendo de quem observe, de quem preserve essa linha de aprofundamento e a guarde e salvaguarde 

– com todo o seu legítimo e devido respeito…

E a estude – que tanto tem ainda para revelar – caixinha de surpresas que irá ali até onde fores e onde esta te puder levar…

Tão Universal como o teu próprio pensar, o teu próprio mover e sorrir e crer sem mais duvidar:

passo a passo, lentamente, devagar – melhorando qualidades, refinando as que ainda tens por refinar e promovendo as já latentes, e as pré-existentes naqueles e naquelas com quem te for dado a partilhar…

Arte por origem, opção e vocação – arte marcial por Devoção…



se está no coração
se a atenção
a devoção
apontam nessa direcção
lentamente... algo acontece
e a "árvore da vida" 
- aparece - 


Nota:

Arte sublime – que como Garça que voe se expressa e exprime…

Subtil, como cobra que flutua entre as águas e assim passa.. sem se notar: 

silente, espiralando, vital…


Mil e uma formas de se “respirar”, esta arte e forma de vida a se partilhar… 

uma vida inteira a se entregar e à qual se devotar

 – ainda e também "investigar", indagar - mergulhar, deixar-se imbuir e aprofundar: 

vivenciar 

e – assim – talvez – pouco a pouco, poder legar…


Dança entre praticantes
como o é... 
como era d'antes...

onde o mestre que se esconde?

quem domina e comanda a dança?

quando a Vida assim 
- aparece - 
 e transparece 
numa forma de arte


via em devoção
"marcial" por dedicação constante
caminho de Vida 
Sendo Parte

voltar 
intergar-te




Nos dias que correm, temos as competições, os pavilhões – e os resultados…

Temos os medalheiros e os pódios... assim tão altos como "cobiçados"...

Temos gritos, temos calor Humano – vendo e advendo o resultado final “levantado”…




Estas formas ditas “tradicionais”… as que até agora evocamos, de forma simples... em imagens e frases e personagens e história e cultura e profundidade e extensão e dedicação  pessoas de vidas inteiras de dedicadas em atenção plena assim devotas assim em caminho integradas...


mergulhadas entre tanto desporto moderno 

(uma das suas múltiplas e vigorosas ramagens
da árvore de vida 
da arte marcial dita "antiga"
por essência - integradora, 
por afinidade - Harmonia 
que implica uma vida toda...)

– transformando assim o seu objectivo, a sua essência e fundamento…





Nem Hua to, nem Bodhidjarma, nem cura plena integrada na forma ou “dao” 

– via – que se promove ao se propor – praticar – pouco o apouco aquela via que melhor se pode adaptar:



uma das várias cadências – refinar… melhorar – “arquivar” na memória interna aquilo que se pôde assim evocar e – dia seguinte – voltar… e voltar… e refinar e transformar e – praticando – ir melhorando...

esta “obra nossa”: em corpo e vida – assim preciosa… 

uma vida inteira a se caminhar – uma vida assim a se manifestar…

Cinco cadências de base assim sugeridas… 

como esta terra que nos sustém, como a rocha antiga que vibra baixo o mesmo sol e a maré… 

e que como esqueleto – que canta, vibra, emite além do "Chi que desvitaliza" ou "chi residual"… 

e da cadência que ainda destila a sua essência em busca da própria harmonia...

harmonizando a vida como a de quem pratica… que assim desenvolva “Weichi”

– Chi harmonioso que irradia, sentir-se bem perto de alguém que pratica, que é segurança e que nos ajuda a sentir um pouco de paz e esperança…

“Ueshiba”que avança – “Aikido” que entrelaça e dança… entre o “Jiujitsu” e o Kendo – encontra um novo sustento… ser pequeno, "meia leca de gente", diria qualquer praticante actual e  fornido – certamente!

Que espiralava a força vital, que dançava com a vida e a vida sabia ajudar a transformar…

E que cria – e demonstrava – e demonstrou em vida e obra – que essa espiral, na arte contida, transformava a “cadência” que não é ainda “amiga” – em força novamente de vida e vital – que ajuda e promove o ser Humano na sua busca Integral… e que integra efectivamente – praticante e via e gente…


E hoje advimos algo – Como “Jiujitso” e o “Judo” – se emparentam e se definem – um como prática moderna e olímpica – outro como forma tradicional e antiga.. e não falamos dos “Gracie” e dos “espectáculos de jaula”

 falamos de aula – de honra, de sentido de promoção e salvaguarda – da vida – essa a principal premissa da arte mais antiga…


Uma cadência, um enquadrar de algo que se estende e se expande...

um ser que medita tocando, cego a quem lhe pede para seguir tocando...

uma melodia que reúne e une 
- por dentro se manifestando
àgua e fogo conjunto - 
uma melodia que assim não termine ou acabe

no final - surge a premissa - 
rompe a corda, começa a alegoria

quem vê a aparência vê uma espada trespassando a água fria
vê que a aparência assim se esvaía

por dentro do coração do guerreiro
do bom combate 
o verdadeiro
estava a harmonia ganha
se uniam os elementos
e se faziam conjunção

um coração

saindo um 
vencedor aparente
outro assim
se entregando

ausente

a melodia segue e seguia

na mente e na melodia

de quem pratica
dia a dia

reunindo o que
por fora
(aparente)
se não podia
(...)




Entre o desporto moderno – que fala de reunir nações em volta de competir e da arte e da tradição que promove a vida da forma como há que – também -  Saber “ouvir” (e preservar e assumir) – linhagens e pureza e origem – assim chamamos à arte que se descreve – arte de vida – que vida promove e assim – desde aqui – se subscreve;
 – entre “Chi Kung” e terapia – e trinta pro cento de Hospitais que o praticam como forma de medicina na China…

E como as artes promovem a auto-estima e confiança de quem caminha na arte e por sua via (Dao) avança…
E de quem procure praticara virtude (Dê) num caminho que desafia – dia a dia – a transcender… a transformar – teimosia em perseverança, sentimento de tendência agressiva em temperança… superar outrem e aprender a colaborar – para se “superar a si mesmo/a” dia a dia sem mais duvidar… saúdos de Honra, respeito  e virtude de cariz milenar… culturas tantes que se reúnem no coração, na vontade e opção de quem assim assumiu aprender… e saudar…

Um a um – quando é com a mestria interna que se treina – uma forma numa certa zona natural e aberta – e se desperta para que – em essência – nem se está só e tudo flui – desde dentro e em derredor…

Dois a dois – por respeito e fundamento – de que algo maior nos mantém coesos além dos possíveis desvios que encontremos no escalar – suave e lento…



subir a montanha- por dentro – esforço dia a dia para ir manifestando, burilando – esse tal “centro” – cor – agem – que com acção que marque viragem -  nos suba – degrau interno  a degrau interno
– rumo ao “cimo do monte”, a uma perspectiva própria e devida… algo mais abrangente…

E ao centro desse “cume” que assim -  “como centro interior” se assume ao começar a caminhar na via de respeito

– respeito interno – logo – espelhado e assim manifesto – além do código emanado – como lembrete e como algo que dia a dia se repete:


– ver esse reflexo – manifesto – em prática – além do que diria o ser “pequeno” que pensa que nos guarda pelo poder que afasta e que – por ventura separa – desse outro ser Humano – irmão/ irmã de prática e dessa tal “natura” que se respira, que se sente quente quando o Sol nos toca, que nos abraça como brisa, como maresia quando se treina entre as Ondas que o Mar interior evoca… e nos sustém como firme rocha que assim ecoa por dentro… e que se mostra em verde e verdor e vida em crescimento interior… quando entre árvores se ouve a harmonia…

em “zen” – de uma simples erva ou flor crescendo – aqui, estando atenta… atento…à brisa e ao nosso próprio movimento… se mostrando como um – como garça de asa branca voando de peito aberto…
ainda como algo que nos inflama e nos levanta – dia a dia – da cama dos dias que se repetem – estranha chama – de coragem por vezes se chama… fogo branco de relâmpago, transcendo mente e prática…
indo à razão das coisas e o Universo inteiro reflecte por dentro, as lições que tínhamos – lá esperando – faz tanto.. tanto tempo…

Arte e via e virtude… e devoção… opção de perseverança por simples e pura vocação de e quem – passo a passo avança -  rumo à integração… mantendo assim a espr’ança;


quando a Vida te pede
" o teu melhor está... no teu coração"...

quando 
prática e forma e praticante 
se mostram
e 
um são
deixam a força 
do "desvio"
da alegoria

extasiada

contida

e a força da vida
espirala

entra e a desvia

e a torna

novamente
em força de vida

Fluída

rumo ao "lago" espelhado
ao Mar de Amar

para onde
se dirigia

à partida

antes de se ter 
ficado
parada
varada
perdida...

num pântano
que se estendia
estagnado

dessa força de vida
e sintonia
desse seu fundamento
privado


Eis a prática à que se alude, aos irmãos a quem se “acude”, aos “saúdos” de respeito e de intenso fundamento, aos lugares – de “privilégio”:

– nos que repousamos as ansiedades do dia – e as transformamos – por “arte” de “magia”
 – em outra cadência, outra sintonia – uma melodia – talvez mais acorde, talvez mais perto –



 Daquele acorde que por dentro se ouve… se sente…. se pressente…

Como fez “Ueshiba”
– talvez sendo semente – da espiral da Vida –

que assim se manifesta – em quem pratica – em Vida –
esse tipo de movimento, intencionalidade crescente e consciente e vital sustento…

Rumo a um “amar expansivo”, a uma “integração” entre o que é praticado e vivido…
"vivenciado" mais além do sentido – quando o praticante e a forma são como um...

como numa dança, sem que comande ninguém, se encontrando como um ser "Um"…

Forma e prática, praticante, consciência pura e viva assim integrante… uma realidade “una” que reúna…



uma simples gota de água...
perdida... 

entre o lago, 
o rio da vida
como água 
de si despida

uma lágrima vertida
por amor
e o guerreiro
e seu furor

mergulham na Agua da Vida
espelho do Ser Maior...

que se mostra – bem à tona – de uma água espelhada – que assim – lentamente – se transforma em água clara –que a nossa verdade interior reflicta… essa tua, minha verdade ainda por dentro dita…

– lago interior da vida: cada vez mais útil, bela e expedita…


Arte marcial – por origem, vocação e devoção – arte de integração;

sábado, 13 de setembro de 2014

O Teu Nome é AMOR - agora lembra o teu nome anterior...


Quando a noite escura é na alma, e o poço do deserto, não aparece

Quando um amigo proclama o teu nome, que assim não se esquece



De momento aqui sigo – com um caminho, um método de ir crescendo, com pouco ou nenhum dinheiro, com um par de amigos bons ou verdadeiros e com algumas portas que se fecham e outras que também – e umas quantas entreabertas à espera da esperança certa e do momento de fazer a esperança brilhar no rosto de outro alguém…


Quando o Mundo inteiro se desvanece e tudo em volta parece ruir
É altura de subires a torre e o teu verdadeiro nome fazeres surgir…



O Bom conselho, o saber que se confia de forma plena, a força que isso transmite para quem procura fluir num rio que tem sentido ou flutuar com suave pena neste universo imenso de amar sem mais pena do que ainda não chegar – animando pelo caminho quem assim se puder tocar…

E rugindo, bramindo, o teu nome livre ao vento surgindo se elevando
Te elevando, de entre as trevas – as trevas com chama viva rasgando;





sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Sentar e jogar é perder








Neste momento, no que nos apressamos a desenvolver um passo novo na nossa dança, no que os tempos parecem outros e sendo os mesmos – nos alcançam- por dentro – no fundamento – por fora – na esperança – daquilo que nos é dito e prometido e que desafia o amigo a ir mais além do que a vista alcança….

Assim sendo – toda a estratégia é desmedida, toda a sua contra é assim sustida – n~~ao importa quem perca ou ganhe esta partida –perdida – desde o momento em que nos sentamos à mesa…
Tão suave que pesa – esta nossa guarida – este nosso tempo entre o tempo de realidade assim sustida..

Como Sísisfo corrente – entre margens de rio sorridente – Narciso assim expedito – experiente – deixando atrás sua face – o rio corrente – e indo – além da mente – até o outro lado do espelho sempre sempre ausente..

Como criança que se investe de novo – da força da linhagem de ser de novo – ouro além do brilho  esse que ofusca por ser de novo filho – da aurora, da madrugada – a suave e fina senhora que nos acolhe e ampara…
Esse que veste o elmo – de tão alto talante – essa que despe o que por dentro é parte…


Assim sendo – entre o divino  fundamento e o surgir de um novo tempo – espirituais etais – esses camuflados de seres normais – têm um trabalho desmedido a concretizar – ou se dar por inteiro ou se deixar levar – na corrente dos dias e das horas – forjada por os fazer esperar…

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Além do Horizonte - ir ir e... voltar...






Um caminho de atenção, de acompanhamento, de crescimento junto de outros seres afins – através de metodologias de base que despertem – do “betão” – do “caixão” – o ser latente – ainda incipiente – prestes a se manifestar –semente de Vida ainda em fase de se aprontar… até que um abraço vivente, até quem abraço candente – até que aprenda em vida a novamente confiar – acenda a cora agem (acção do coração) que não se pense – nem mais sim – nem  ais não – e leve além do medo, da duvida, da dor, da desconfiança de que algo nos alcança e trespassa e vive também em nós e nos une e nos entrelaça e nos transforma  suavemente em graça – em verdadeira Luz maior…

Assim – esta é a obra que se vai concretizando – desde o “Betão ao Coração: Flores de luz”

Sejam as de betão concreto e real a nossa volta sem se duvidar – reflectindo esse mesmo ser ainda dormente, ou de consciência incipiente – que vai para onde vai- sem ter sentido ainda vivente da sua responsabilidade crescente  e do seu “iluminar ou despertar” – cidades como mausoléus – com nichos em cada apartamento e edifício e fundamento de frio e escuro metal… como num caixão de chumbo do aquela a Vida – em Vida – em ti e em mim – contida- ainda vai assim despertar…

E do Coração inflamado, em coragem engalanado – anima de novo preenchida, plena, sustida – pelo algo amado… além do objecto desejado- amor que se sublima e transforma em nova sina – devoção por todo o lado – pelo ser Humano – em humano vestido – em outro ser humano reflectido, em causa de vida e virtude – e valor – que reflicta – como as tais “lajes amarelas” um caminho que nos eleva – de cara ao “Ser Maior”… um algo que desperta – por um abraço e um a entre-aberta – no tal frio e estranho caixão – de se estar ainda dormente e latente a pura e divina intenção…
E uma mão que se dá e outra que pode assim aparar –e levantar -o dormente, a dormente –de onde estava assim – sedente – e o vivificar – e lentamente – fazendo candente – a sua vontade e compromisso em se dar – avançar nesse caminho eloquente – sempre, sempre presente – invisível para o simples olhar…



E amizade – “philos” terno e amigo- que nem deseja, nem nada quer de seu, apenas planeja – como um amor que nos beija – sem se deixar prender, sem nos tocar – sem se deixar ver ou nos algemar – simplesmente por ser – o é – simplesmente por o sentir – se faz sentir – simplesmente por o portar - se fazendo assim aparecer e ser entre nós para nos elevar…




E assim – em abraço
E assim – além do fumo baço – nos ilumina – pouco a pouco nos encaminha- para esse nosso antergo lugar…

O caminho de regresso como o caminho de avançar…



segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O amor que transcende.. as portas da vida que se acendem


Procurar a pomba da inocência – quando – em facto e opção se perdeu o caminho sem perder o coração – “ver que muito amor te pode matar” – e sentir que um amigo é quem – depois – to está a contar – muito amor – afinal te eleva – ainda que não o veja quem assim o tema ou escreva…


Como dares resposta?

A um apelo que vem de dentro – um soneto e um instrumento – como uma harpa sagrada ase tocar – para uma melodia inaudível tomar forme lugar?

Como fazer para corrigir os erros que trespassas ao ler – a pauta .- a sinfonia e soneto quando ainda o não aprendeste a ler?


Quem passará por a ti porta sagrada – quando perdeste a rota, o livreto, a pauta marcada?







Mesmo que o mundo – “nos leve para longe de nós” – há sempre algo – que sopra desde o Mar – algo que nos eleva e lembra e nos faz de novo acreditar – como esse tal “Rei” sem coroa, sem lei que se imponha – que esteja na barca – que quando se atravessa a escura cortina – que abarca o mundo que cessa – nos abrace, nos ampare – nos lembre os feitos de bravura ou coragem – ou simples mente nos ame… eis a passagem – para o outro lado do véu – de um que caindo –a virtude no fim não esqueceu…


Será o amigo, amiga – de verdade levada – que te cante e encante numa outra prosa demonstre a tua vida e a tua sina – assim de outra forma viva – por entre linhas reescrita – mais não perdida…
Quem defenderá o estandarte – se o pisaste ou deixaste de parte?


Quem te reerguerá e trará – desde o frio do gelo de te deixares – de deixares de crer e perseverar?





Mesmo quando tudo pareça perdido – desfazendo-se num gesto… algo ou alguém te guarda e te evoca – e te mantém vivo, viva – além do que o Mundo em ti assim coloca – fama, riqueza, estatuto ou poder – amor maior para além do próprio Ser – e regressando, num cântico te evocando – cantado, entoado – entre as linhas da vida entrelaçado – serás de novo içado – erguido – renascido – retemperado – como uma espada quebrada de aço esquecido, como um barco perdido – de entre o nevoeiro regressado, como um ser de novo nascido – em novo parto assistido – pela Vida mesma a  te amparar…

Qual o rei o rainha- que em teu peito aninha – e noutro rosto se possa assim mostrar – e te levando no colo – assim trespassando o frio e o gelo do ódio, da ignorância do desprezo e na grande sala do apreço eterno te entregar…

Sem maior preço a pagar do que o amor que te tem ou a ti ou a quem assim se soube doar?






Algo ou alguém te vai sustentar – algo ou alguém tua vida cantar – evocando, em silencio – dançando – como panos brancos se agitando, como um abarca que avança em direcção ao poente e se reacende como pira vivente… algo que é tão presente – desde o tempo ausente até ao mais longe do ser – desde as gentes que agitavam seus ramos… como braços latentes quando se despedem os anos… desde as gentes que incendiavam – estrelas de luz e no mar as evocavam, desde os que assim cantavam – em glória – a triste e viva memória – dos que partiam e seguiam – para além da sua própria história… quem cantará hoje tua melodia, quem te fará além da chama fria, quem abrirá aporta esguia - quando mais não saibas de ti – e diga bem alto o nome que assim eu também esqueci?... esse Ser estará a teu lado, outros em de redor sendo e manifestando – hoje alguns – amanhã quem sabe – quem te trará de volta da Eterna Saudade?...

Quem te alumbrará – quem renovará tua alma e em força te ajudará-?...


E assim serás vivo – em ti – em mim – e em quem siga o que lhe digo – que o amor salva – que a coragem nos eleva a alma e a preenche dos sonhos que se lhe fugiam pela brecha assim aberta – num flanco a descoberta .- quando a lançada incerta – nos perfurou – seja por traição ou outra devoção que não o amor que nos gerou…



Quem cantará com tua voz.. como se fosse voz de todos nós? 

Quando não estejas quem te protegerá – quem fará as elegias daquilo que és e ainda serás?... quem cantara tua vida como mais ninguém saberá cantar – quem pegará nas finas letras entrelaçadas que nunca viste no teu suave e lento passar? Quem virá detrás para te apoiar – quando tantos outros nem te viram nem te conseguiram achar… quem erguera além barreiras – as metas que te eram assim tão prezadas e primeiras – mesmo quando as deixaste através de ti passar… e quem evocará esse momento – no que dizes – da saudade desse tal – nosso lugar – entrelaçado na melodia de vida que te foi dada a viver e amar?...

Entre tantos recantos onde se perder ou encontrar – quem te vai – por dentro – de novo tocar… e mesmo – em pensamento e sentimento – de novo assim trazer de volta… e devagar – sem querer – chorar ou ver – existindo sendo dois rindo – numa mesma melodia de novo se entrelaçar…?...

Amizade para além do que  se possa falar – cântico silente além do que se possa contar – uma vida – a de muita gente – tanta gente para cantar e lembrar…


Aqui fica o apelo, 
poema frio e belo
de tua re(…) ao vê-lo