e ajuda mesmo quando não está lá ninguém para ensinar
que algo está por dentro a se mostrar
mesmo quando não há a companhia
- de irmão ou irmã -
para assim
sim
poder
ajudar
a
lembrar...
essa vocação
que não tem princípio
nem final
existe onde esteja
quem a porta
porta sempre aberta
além das leis sem justa causa
que a pretendam "ajudar a fechar"
está
ali
em quem
e
onde
se pode aplicar
mais além de onde
se agregue
e se reserve
para algum qualquer dia
que se possa
assim
talvez
quem sabe
...precisar...
Além da incipiente vontade
que marca a pauta
entre a pequenez
e a "maioridade"
seja no próprio
ou em quem assim puder receber
a dádiva e o dom
que assim não se podem conter
esse algo que nos é dado
sendo cada qual - praticante - convidad@
Algo...
que nos foi dado a guardar,
a manter
e a
partilhar
e a suster
tal qual
- em origem -
original
sem transformar nomes
em letras pequenas
e gentes
em letras iguais
a ajudar
a fazer crescer
as gentes
e as maiúsculas
em leras grandes
e capitais
ARTE MARCIAL POR ORIGEM
ARTE MARCIAL ORIGINAL
ARTE MARCIAL POR DEVOÇÃO
ARTE MARCIAL POR OPÇÃO
ARTE MARCIAL
QUE JORRA
E FLUI
E SE MANIFESTA
DESDE ESSE CENTRO
QUE DIA A DIA
PASSO A PASSO
SE TRANSFORMA
E SE VÊ
CADA DIA
MAIS PERTO
PARA QUEM ASSIM O CRÊ...
... E PRATICA...
"Hua to", a dança dos
cinco animais…
"Bodhidharma"… uma personagem mitológica…
Sendo a “Dharma” uma via e “Body” uma forma de árvore… onde
se iluminam seres… como “Buda” implica “iluminado” e ficando debaixo dessa
“árvore de abundância” – da arte que falamos – assim somos nós nominados…
Hua To – curava, cuidava, ajudava – com dança… com
movimento, expressividade, vida
– com base em “cinco animais”… que nada tema
ver entre si.. um alce … um urso… alguém conhece esse estilo nos dias de
hoje?...
conjugar os elementos - do Ser Humano.. e ajudar a que a Harmonia que
todos trazemos dentro, se faça “verdade”… em verdade… caminho e via…
...de
crescimento, de entreajuda, de sustento… de aprofundamento na Humana
experiência e no seu Fundamento – Vida e Vitalidade…
"Bodhidharma" uniu, o que estava separado – como “símbolo”
assim juntou e assim ajudou:
– a respirar... a gentes de outro lugar – não
importava a nomenclatura – importava era ajudar…
Sejam uns “Hindu”… e tudo o que daqui se possa inferir..
sejam outros “Budhi” e tudo aquilo que dali acabou por sair…
Gentes de altas alturas, que respiravam a duras penas, que
aprenderam técnicas antigas dos amigos que passam… as tais…
e assim – reunindo técnicas – se lançaram,
missão entre os
“comuns” desenvolveram…
… e assim ficaram – mais não nos seus nichos de escola
–
lançaram-se entre as gentes e entre as gentes plantaram semente… semente
duradoura… por ser DE VIDA!...
Dos lugares de China chegam aos nossos dias colares de
contas, "mantras" e exercícios ditos espirituais…
...são formas de estar em
sintonia, em Harmonia…
como pequenas taças que servem para vibrar melodias – de
formas simples – trazidas todos os dias – como pequenas "malgas de sopa" assim
tidas…
assim como almofarizes “disfarçadas”… "amalgamas" de metal nobre feitas por
quem sabia – e .. curava…
Perde-se por vezes o sentido ao se ver divagar – como salta
para Okinawa – e no japão – Zen – se faz de novo brotar…
Entre senhores feudais a conhecemos – e antes não
lembramos.. quantos e quantas assim nomeamos…
Sejam as fileiras dos místicos –que nada revelavam..."ninjas" estranhos que parecem como assassinos assalariados...
– como os “achachim” que
eram conhecidos pelo Haxixe – NÃO TANTO por serem "sicários"...
– que entre “mudras”
(mão e cérebro ligados – mãos em forma de oração – palma com palma ligadas…
dois hemisférios em sintonia "silente" – de forma velada e ao mesmo tempo revelada)
e entre outros sistemas: vários…
curavam… e cuidavam…
Tão simples como bolas de pedras, de quartzo e suas variantes – sejam estes "rosadas" ou de cores "esverdadeadas" para os de outros lados- "Baoding" de nome assim... simples tesouros... de tão evidentes "guardados"...
– que
nos ajudam… tanto tanto...
... que estimulam esse "tal", que está na caixinha em crâneo "fechado",
que desenvolvem "ambidestrismo", estando plenamente sentado, sensibilidade para o
toque sem se ter um instrumento musical tocado...
e que promovem um efeito – "piezoeléctrico" – por ser assim aquecidas e apertadas… esferas... coisas simples – grandes “tesouros” –
“Bao” – bem perto do nariz.. tão longe como a gente o "diz"…
Arte por devoção e origem e atenção… ao Humano e ao seu
desenvolvimento, suave ou lento,
dependendo de quem observe, de quem preserve
essa linha de aprofundamento e a guarde e salvaguarde
– com todo o seu legítimo
e devido respeito…
E a estude – que tanto tem ainda para revelar – caixinha de
surpresas que irá ali até onde fores e onde esta te puder levar…
Tão Universal como o teu próprio pensar, o teu próprio mover
e sorrir e crer sem mais duvidar:
passo a passo, lentamente, devagar –
melhorando qualidades, refinando as que ainda tens por refinar e promovendo as
já latentes, e as pré-existentes naqueles e naquelas com quem te for dado a
partilhar…
Arte por origem, opção e vocação – arte marcial por Devoção…
se está no coração
se a atenção
a devoção
apontam nessa direcção
lentamente... algo acontece
e a "árvore da vida"
- aparece -
Nota:
Arte sublime – que como Garça que voe se expressa e exprime…
Subtil, como cobra que flutua entre as águas e assim passa.. sem se notar:
silente, espiralando, vital…
Mil e uma formas de se “respirar”, esta arte e forma de vida a se partilhar…
uma vida inteira a se entregar e à qual se devotar
– ainda e também "investigar", indagar - mergulhar, deixar-se imbuir e aprofundar:
vivenciar
e – assim – talvez – pouco a pouco, poder legar…
Dança entre praticantes
como o é...
como era d'antes...
onde o mestre que se esconde?
quem domina e comanda a dança?
quando a Vida assim
- aparece -
e transparece
numa forma de arte
via em devoção
"marcial" por dedicação constante
caminho de Vida
Sendo Parte
voltar
intergar-te
Nos dias que correm, temos as competições, os pavilhões – e
os resultados…
Temos os medalheiros e os pódios... assim tão altos como "cobiçados"...
Temos gritos, temos calor Humano – vendo e advendo o
resultado final “levantado”…
Estas formas ditas “tradicionais”… as que até agora evocamos, de forma simples... em imagens e frases e personagens e história e cultura e profundidade e extensão e dedicação pessoas de vidas inteiras de dedicadas em atenção plena assim devotas assim em caminho integradas...
mergulhadas entre tanto desporto moderno
(uma das suas múltiplas e vigorosas ramagens
da árvore de vida
da arte marcial dita "antiga"
por essência - integradora,
por afinidade - Harmonia
que implica uma vida toda...)
–
transformando assim o seu objectivo, a sua essência e fundamento…
Nem Hua to, nem Bodhidjarma, nem cura plena integrada na
forma ou “dao”
– via – que se promove ao se propor – praticar – pouco o apouco aquela via que melhor se pode adaptar:
uma das várias cadências – refinar… melhorar – “arquivar” na memória interna
aquilo que se pôde assim evocar e – dia seguinte – voltar… e voltar… e refinar
e transformar e – praticando – ir melhorando...
esta “obra nossa”: em corpo e vida –
assim preciosa…
uma vida inteira a se caminhar – uma vida assim a se
manifestar…
Cinco cadências de base assim sugeridas…
como esta terra que
nos sustém, como a rocha antiga que vibra baixo o mesmo sol e a maré…
e que
como esqueleto – que canta, vibra, emite além do "Chi que desvitaliza" ou "chi residual"…
e da cadência que ainda destila a sua essência em busca da própria harmonia...
harmonizando a vida como a
de quem pratica… que assim desenvolva “Weichi”
– Chi harmonioso que irradia,
sentir-se bem perto de alguém que pratica, que é segurança e que nos ajuda a
sentir um pouco de paz e esperança…
“Ueshiba”que avança – “Aikido” que entrelaça e dança… entre
o “Jiujitsu” e o Kendo – encontra um novo sustento… ser pequeno, "meia leca de
gente", diria qualquer praticante actual e
fornido – certamente!
Que espiralava a força vital, que dançava com a vida e a vida
sabia ajudar a transformar…
E que cria – e demonstrava – e demonstrou em vida e obra –
que essa espiral, na arte contida, transformava a “cadência” que não é ainda
“amiga” – em força novamente de vida e vital – que ajuda e promove o ser Humano
na sua busca Integral… e que integra efectivamente – praticante e via e gente…
E hoje advimos algo – Como “Jiujitso” e o “Judo” – se
emparentam e se definem – um como prática moderna e olímpica – outro como forma
tradicional e antiga.. e não falamos dos “Gracie” e dos “espectáculos de jaula”
falamos de aula – de
honra, de sentido de promoção e salvaguarda – da vida – essa a principal
premissa da arte mais antiga…
Uma cadência, um enquadrar de algo que se estende e se expande...
um ser que medita tocando, cego a quem lhe pede para seguir tocando...
uma melodia que reúne e une
- por dentro se manifestando
àgua e fogo conjunto -
uma melodia que assim não termine ou acabe
no final - surge a premissa -
rompe a corda, começa a alegoria
quem vê a aparência vê uma espada trespassando a água fria
vê que a aparência assim se esvaía
por dentro do coração do guerreiro
do bom combate
o verdadeiro
estava a harmonia ganha
se uniam os elementos
e se faziam conjunção
um coração
saindo um
vencedor aparente
outro assim
se entregando
ausente
a melodia segue e seguia
na mente e na melodia
de quem pratica
dia a dia
reunindo o que
por fora
(aparente)
se não podia
(...)
Entre o desporto moderno – que fala de reunir nações em
volta de competir e da arte e da tradição que promove a vida da forma como há
que – também - Saber “ouvir” (e
preservar e assumir) – linhagens e pureza e origem – assim chamamos à arte
que se descreve – arte de vida – que vida promove e assim – desde aqui – se
subscreve;
– entre “Chi Kung” e
terapia – e trinta pro cento de Hospitais que o praticam como forma de medicina
na China…
E como as artes promovem a auto-estima e confiança de quem
caminha na arte e por sua via (Dao) avança…
E de quem procure praticara virtude (Dê) num caminho que
desafia – dia a dia – a transcender… a transformar – teimosia em perseverança,
sentimento de tendência agressiva em temperança… superar outrem e aprender a
colaborar – para se “superar a si mesmo/a” dia a dia sem mais duvidar…
saúdos de Honra, respeito e virtude de
cariz milenar… culturas tantes que se reúnem no coração, na vontade e opção de
quem assim assumiu aprender… e saudar…
Um a um – quando é com a mestria interna que se treina – uma
forma numa certa zona natural e aberta – e se desperta para que – em essência –
nem se está só e tudo flui – desde dentro e em derredor…
Dois a dois – por respeito e fundamento – de que algo maior
nos mantém coesos além dos possíveis desvios que encontremos no escalar – suave
e lento…
subir a montanha- por dentro – esforço dia a dia para ir
manifestando, burilando – esse tal “centro” – cor – agem – que com acção que
marque viragem - nos suba – degrau
interno a degrau interno
– rumo ao “cimo do monte”, a uma perspectiva própria e devida…
algo mais abrangente…
E ao centro desse “cume” que assim - “como centro interior” se assume ao começar a
caminhar na via de respeito
– respeito interno – logo – espelhado e assim manifesto
– além do código emanado – como lembrete e como algo que dia a dia se repete:
– ver esse reflexo – manifesto – em prática – além do que
diria o ser “pequeno” que pensa que nos guarda pelo poder que afasta e que –
por ventura separa – desse outro ser Humano – irmão/ irmã de prática e dessa
tal “natura” que se respira, que se sente quente quando o Sol nos toca, que nos
abraça como brisa, como maresia quando se treina entre as Ondas que o Mar
interior evoca… e nos sustém como firme rocha que assim ecoa por dentro… e que
se mostra em verde e verdor e vida em crescimento interior… quando entre
árvores se ouve a harmonia…
em “zen” – de uma simples erva ou flor crescendo – aqui,
estando atenta… atento…à brisa e ao nosso próprio movimento… se mostrando como
um – como garça de asa branca voando de peito aberto…
ainda como algo que nos inflama e nos levanta – dia a dia –
da cama dos dias que se repetem – estranha chama – de coragem por vezes se
chama… fogo branco de relâmpago, transcendo mente e prática…
indo à razão das coisas e o Universo inteiro reflecte por
dentro, as lições que tínhamos – lá esperando – faz tanto.. tanto tempo…
Arte e via e virtude… e devoção… opção de perseverança por
simples e pura vocação de e quem – passo a passo avança - rumo à integração… mantendo assim a
espr’ança;
quando a Vida te pede
" o teu melhor está... no teu coração"...
quando
prática e forma e praticante
se mostram
e
um são
deixam a força
do "desvio"
da alegoria
extasiada
contida
e a força da vida
espirala
entra e a desvia
e a torna
novamente
em força de vida
Fluída
rumo ao "lago" espelhado
ao Mar de Amar
para onde
se dirigia
à partida
antes de se ter
ficado
parada
varada
perdida...
num pântano
que se estendia
estagnado
dessa força de vida
e sintonia
desse seu fundamento
privado
Eis a prática à que se alude, aos irmãos a quem se “acude”,
aos “saúdos” de respeito e de intenso fundamento, aos lugares – de “privilégio”:
– nos que repousamos as ansiedades do dia – e as
transformamos – por “arte” de “magia”
– em outra cadência,
outra sintonia – uma melodia – talvez mais acorde, talvez mais perto –
Daquele acorde que
por dentro se ouve… se sente…. se pressente…
Como fez “Ueshiba”
– talvez sendo semente – da espiral da Vida –
que assim se manifesta – em quem pratica – em Vida –
esse tipo de movimento, intencionalidade crescente e
consciente e vital sustento…
Rumo a um “amar expansivo”, a uma “integração” entre o que é praticado e vivido…
"vivenciado" mais além do sentido – quando o
praticante e a forma são como um...
como numa dança, sem que comande ninguém, se encontrando
como um ser "Um"…
Forma e prática, praticante, consciência pura e viva assim
integrante… uma realidade “una” que reúna…
uma simples gota de água...
perdida...
entre o lago,
o rio da vida
como água
de si despida
uma lágrima vertida
por amor
e o guerreiro
e seu furor
mergulham na Agua da Vida
espelho do Ser Maior...
que se mostra – bem à tona – de uma água espelhada – que
assim – lentamente – se transforma em água clara –que a nossa verdade interior
reflicta… essa tua, minha verdade ainda por dentro dita…
– lago interior da vida: cada vez mais útil, bela e
expedita…
Arte marcial – por origem, vocação e devoção – arte de
integração;
Quando a noite escura é na alma, e o poço do deserto, não aparece
Quando um amigo proclama o teu nome, que assim não se
esquece
De momento aqui sigo – com um caminho, um método de ir
crescendo, com pouco ou nenhum dinheiro, com um par de amigos bons ou
verdadeiros e com algumas portas que se fecham e outras que também – e umas
quantas entreabertas à espera da esperança certa e do momento de fazer a
esperança brilhar no rosto de outro alguém…
Quando o Mundo inteiro se desvanece e tudo em volta parece
ruir
É altura de subires a torre e o teu verdadeiro nome fazeres
surgir…
O Bom conselho, o saber que se confia de forma plena, a
força que isso transmite para quem procura fluir num rio que tem sentido ou
flutuar com suave pena neste universo imenso de amar sem mais pena do que ainda
não chegar – animando pelo caminho quem assim se puder tocar…
E rugindo, bramindo, o teu nome livre ao vento surgindo se
elevando
Te elevando, de entre as trevas – as trevas com chama viva
rasgando;
Neste momento, no que nos apressamos a desenvolver um passo novo
na nossa dança, no que os tempos parecem outros e sendo os mesmos – nos alcançam-
por dentro – no fundamento – por fora – na esperança – daquilo que nos é dito e
prometido e que desafia o amigo a ir mais além do que a vista alcança….
Assim sendo – toda a estratégia é desmedida, toda a sua
contra é assim sustida – n~~ao importa quem perca ou ganhe esta partida –perdida
– desde o momento em que nos sentamos à mesa…
Tão suave que pesa – esta nossa guarida – este nosso tempo
entre o tempo de realidade assim sustida..
Como Sísisfo corrente – entre margens de rio sorridente – Narciso
assim expedito – experiente – deixando atrás sua face – o rio corrente – e indo
– além da mente – até o outro lado do espelho sempre sempre ausente..
Como criança que se investe de novo – da força da linhagem
de ser de novo – ouro além do brilho
esse que ofusca por ser de novo filho – da aurora, da madrugada – a suave
e fina senhora que nos acolhe e ampara…
Esse que veste o elmo – de tão alto talante – essa que despe
o que por dentro é parte…
Assim sendo – entre o divino fundamento e o surgir de um novo tempo – espirituais
etais – esses camuflados de seres normais – têm um trabalho desmedido a
concretizar – ou se dar por inteiro ou se deixar levar – na corrente dos dias e
das horas – forjada por os fazer esperar…
Um caminho de atenção, de acompanhamento, de crescimento
junto de outros seres afins – através de metodologias de base que despertem –
do “betão” – do “caixão” – o ser latente – ainda incipiente – prestes a se
manifestar –semente de Vida ainda em fase de se aprontar… até que um abraço
vivente, até quem abraço candente – até que aprenda em vida a novamente confiar
– acenda a cora agem (acção do coração) que não se pense – nem mais sim – nem ais não – e leve além do medo, da duvida, da
dor, da desconfiança de que algo nos alcança e trespassa e vive também em nós e
nos une e nos entrelaça e nos transforma
suavemente em graça – em verdadeira Luz maior…
Assim – esta é a obra que se vai concretizando – desde o “Betão
ao Coração: Flores de luz”
Sejam as de betão concreto e real a nossa volta sem se
duvidar – reflectindo esse mesmo ser ainda dormente, ou de consciência
incipiente – que vai para onde vai- sem ter sentido ainda vivente da sua responsabilidade
crescente e do seu “iluminar ou
despertar” – cidades como mausoléus – com nichos em cada apartamento e edifício
e fundamento de frio e escuro metal… como num caixão de chumbo do aquela a Vida
– em Vida – em ti e em mim – contida- ainda vai assim despertar…
E do Coração inflamado, em coragem engalanado – anima de
novo preenchida, plena, sustida – pelo algo amado… além do objecto desejado-
amor que se sublima e transforma em nova sina – devoção por todo o lado – pelo ser
Humano – em humano vestido – em outro ser humano reflectido, em causa de vida e
virtude – e valor – que reflicta – como as tais “lajes amarelas” um caminho que
nos eleva – de cara ao “Ser Maior”… um algo que desperta – por um abraço e um a
entre-aberta – no tal frio e estranho caixão – de se estar ainda dormente e
latente a pura e divina intenção…
E uma mão que se dá e outra que pode assim aparar –e levantar
-o dormente, a dormente –de onde estava assim – sedente – e o vivificar – e lentamente
– fazendo candente – a sua vontade e compromisso em se dar – avançar nesse
caminho eloquente – sempre, sempre presente – invisível para o simples olhar…
E amizade – “philos” terno e amigo- que nem deseja, nem nada
quer de seu, apenas planeja – como um amor que nos beija – sem se deixar
prender, sem nos tocar – sem se deixar ver ou nos algemar – simplesmente por
ser – o é – simplesmente por o sentir – se faz sentir – simplesmente por o
portar - se fazendo assim aparecer e ser entre nós para nos elevar…
E assim – em abraço
E assim – além do fumo baço – nos ilumina – pouco a pouco
nos encaminha- para esse nosso antergo lugar…
Procurar a pomba da inocência – quando – em facto e opção se
perdeu o caminho sem perder o coração – “ver que muito amor te pode matar” – e sentir
que um amigo é quem – depois – to está a contar – muito amor – afinal te eleva –
ainda que não o veja quem assim o tema ou escreva…
Como dares resposta?
A um apelo que vem de dentro – um soneto e um instrumento – como
uma harpa sagrada ase tocar – para uma melodia inaudível tomar forme lugar?
Como fazer para corrigir os erros que trespassas ao ler – a pauta
.- a sinfonia e soneto quando ainda o não aprendeste a ler?
Quem passará por a ti porta sagrada – quando perdeste a
rota, o livreto, a pauta marcada?
Mesmo que o mundo – “nos leve para longe de nós” – há sempre
algo – que sopra desde o Mar – algo que nos eleva e lembra e nos faz de novo
acreditar – como esse tal “Rei” sem coroa, sem lei que se imponha – que esteja
na barca – que quando se atravessa a escura cortina – que abarca o mundo que
cessa – nos abrace, nos ampare – nos lembre os feitos de bravura ou coragem –
ou simples mente nos ame… eis a passagem – para o outro lado do véu – de um que
caindo –a virtude no fim não esqueceu…
Será o amigo, amiga – de verdade levada – que te cante e
encante numa outra prosa demonstre a tua vida e a tua sina – assim de outra
forma viva – por entre linhas reescrita – mais não perdida…
Quem defenderá o estandarte – se o pisaste ou deixaste de
parte?
Quem te reerguerá e trará – desde o frio do gelo de te
deixares – de deixares de crer e perseverar?
Mesmo quando tudo pareça perdido – desfazendo-se num gesto…
algo ou alguém te guarda e te evoca – e te mantém vivo, viva – além do que o Mundo
em ti assim coloca – fama, riqueza, estatuto ou poder – amor maior para além do
próprio Ser – e regressando, num cântico te evocando – cantado, entoado – entre
as linhas da vida entrelaçado – serás de novo içado – erguido – renascido –
retemperado – como uma espada quebrada de aço esquecido, como um barco perdido –
de entre o nevoeiro regressado, como um ser de novo nascido – em novo parto
assistido – pela Vida mesma a te amparar…
Qual o rei o rainha- que em teu peito aninha – e noutro
rosto se possa assim mostrar – e te levando no colo – assim trespassando o frio
e o gelo do ódio, da ignorância do desprezo e na grande sala do apreço eterno
te entregar…
Sem maior preço a pagar do que o amor que te tem ou a ti ou
a quem assim se soube doar?
Algo ou alguém te vai sustentar – algo ou alguém tua vida
cantar – evocando, em silencio – dançando – como panos brancos se agitando,
como um abarca que avança em direcção ao poente e se reacende como pira vivente…
algo que é tão presente – desde o tempo ausente até ao mais longe do ser –
desde as gentes que agitavam seus ramos… como braços latentes quando se
despedem os anos… desde as gentes que incendiavam – estrelas de luz e no mar as
evocavam, desde os que assim cantavam – em glória – a triste e viva memória –
dos que partiam e seguiam – para além da sua própria história… quem cantará
hoje tua melodia, quem te fará além da chama fria, quem abrirá aporta
esguia - quando mais não saibas de ti –
e diga bem alto o nome que assim eu também esqueci?... esse Ser estará a teu
lado, outros em de redor sendo e manifestando – hoje alguns – amanhã quem sabe –
quem te trará de volta da Eterna Saudade?...
Quem te alumbrará – quem renovará tua alma e em força te
ajudará-?...
E assim serás vivo – em ti – em mim – e em quem siga o que
lhe digo – que o amor salva – que a coragem nos eleva a alma e a preenche dos
sonhos que se lhe fugiam pela brecha assim aberta – num flanco a descoberta .-
quando a lançada incerta – nos perfurou – seja por traição ou outra devoção que
não o amor que nos gerou…
Quem cantará com tua voz.. como se fosse voz de todos nós?
Quando
não estejas quem te protegerá – quem fará as elegias daquilo que és e ainda
serás?... quem cantara tua vida como mais ninguém saberá cantar – quem pegará
nas finas letras entrelaçadas que nunca viste no teu suave e lento passar? Quem
virá detrás para te apoiar – quando tantos outros nem te viram nem te
conseguiram achar… quem erguera além barreiras – as metas que te eram assim tão
prezadas e primeiras – mesmo quando as deixaste através de ti passar… e quem
evocará esse momento – no que dizes – da saudade desse tal – nosso lugar –
entrelaçado na melodia de vida que te foi dada a viver e amar?...
Entre tantos recantos onde se perder ou encontrar – quem te
vai – por dentro – de novo tocar… e mesmo – em pensamento e sentimento – de novo
assim trazer de volta… e devagar – sem querer – chorar ou ver – existindo sendo
dois rindo – numa mesma melodia de novo se entrelaçar…?...
Amizade para além do que se possa falar – cântico silente
além do que se possa contar – uma vida – a de muita gente – tanta gente para
cantar e lembrar…
– o Humano potencial, as actividades que se possam
entrelaçar entre pessoas que de forma desprendida se dispõem a colaborar (como
gente que vê um carro parado – a beira – num lado – sem bateria para arrancar –
e se junta – um dois três quatro e se dispõem em conjunto a empurrar – de forma
espontânea – e sem mais – acontece quase todos os dias – cada vez mais se vê –
sobretudo porque a massa Humana está a precisar desse empurrão interior – esse algo
que venha desde e para o Coração.